Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso (Ap 1.8).
O Eu sou o Alfa e o Omega, em Português equivale a dizer: Eu sou o A e o Z. E é importante observar que não é o Alfa ou o Omega, mas o Alfa e o Omega, ou seja, é um e o outro. Ao mesmo tempo em que é o principio é o fim.
Ele é as duas coisas ao mesmo tempo, porque quando está sendo o fim também é o principio. [Quantas vezes estamos “zerados” e “zerados” pensamos que é o fim, mas quando olhamos para Jesus vemos que é o começo de algo novo].
E o que é, e que era e que há de vir, nos dá uma idéia do todo, [e não apenas do principio e do fim], mas além de ser o A, também é o B, o C, o D… e o Z, ou seja, ao mesmo tempo em que sou uma letra também sou o alfabeto. Eu escrevo a história [do presente, do passado e do futuro].
Com este versículo fazemos uma viagem por toda a Bíblia com paradas importantes e esclarecedoras como: No principio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus (Jo 1.1).
Também nos lembra a aparição numa chama de fogo do meio de uma sarça, quando Ele se identificou como: Eu sou o que sou (Êx 3). Eu creio que Ele estava dizendo: Moisés, Eu sou o que você precisar. Eu sou o que for necessário para tirar o povo do Egito e para conduzi-lo a terra prometida e também sou o que for necessário para todas as gerações.
Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica (Rm 8.31 e 32).
Em 1991 eu tinha 42 anos, e assumido a responsabilidade familiar [profissional e outras que chamamos de compromissos do cidadão], mas não tinha ainda assumido um compromisso com Deus [Eu acreditava em Deus... Havia temor no meu coração – mas as coisas eram do meu jeito. De acordo com a minha sabedoria].
É fácil ser um religioso e enganar a consciência com algumas formulas religiosa[alguns atos caridosos e até mesmo com uma doutrina conveniente]. Não é difícil crê em Deus [os demônios também crêem e tremem (?)]. O difícil é transformar esta crença em obediência [em fidelidade]. O difícil é aceitar o Senhorio de Cristo e trocar os valores.
Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?
Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.
Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.
Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.
Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens (1Co 1.18-25).
Naquele período [há 14 anos] eu tinha um curso superior, [que e em termos de IBGE estava na faixa dos privilegiados], mas não conhecia a Bíblia [eu conhecia algumas histórias da Bíblia, um pouco misturadas. Eu tinha uma idéia mal formada sobre ela, e um paradigma].
Eu estava voltando para casa… Pensei que seria melhor passa aquela noite com meu irmão e prosseguir viagem no dia seguinte [pensava que estava cuidando da minha segurança, mas estava sendo conduzido]. Procurei um livro para ler e encontrei um “livreto” onde dizia: Como você deve ler a Bíblia. Achai aquilo engraçado e pensei:Que barato um livro que ensina a ler outro livro.
E assim descobri que a bíblia é uma biblioteca com 66 livros escritos em épocas diferentes [alguns livros com milhares de anos de diferença de outros] e que ela tem livros de história, romances, poesias, profecias, livros de sabedoria, cartas.
E uma divisão intitulada de Novo e Velho testamento. E para a minha surpresa sugeria que a leitura fosse iniciada no Novo Testamento, ou seja, além do meio do livro. Eu realmente fiquei curioso e a justificativa apresentada me deixou intrigado:
Todos os livros da Bíblia foram inspirados divinamente e são proveitosos para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça (2Tm 3.16).
Toda a Bíblia é a palavra de Deus, mas existem livros que são mais importantes e estes são os Evangelhos, porque eles contem o testemunho de Jesus e somente Jesus salva! Moisés, Isaias, Davi, Pedro, Paulo, João e nenhum outro salva. Somente Jesus salva!
E em seguida vem as Cartas [porque elas explicam o Evangelho]. Enquanto, nos Evangelhos, Cristo descendo do Pai foi revelado entre os homens como graça e verdade. Nas Cartas, Cristo em existência com o Pai, é revelado aos homens como luz e amor.
O que era verdade nos Evangelhos passa a ser amor nas Cartas. Por quê? Porque aquilo que é luz em Deus, quando transmitido aos homens, passa a ser verdade. Aquilo que é amor em Deus, quando levado aos homens, passa a ser graça. O amor volta para Deus, mas a graça permanece aqui.
Tudo o que está em Deus é luz e amor, mas vindo aos homens, passa a ser verdade e graça. E é sempre possível que a graça seja mal usada, que a verdade seja mal administrada; os homens usurpam estas coisas para si mesmos [Falar do escrito recebido].
Antes de ir para o Calvário, Jesus precisou levar a cruz do Seu ministério, como vemos a seguir:
O comentário nas ruas quando Ele declarou ter sido enviado por Deus: Que família estranha, você já viu o primo dele? [um tal de João Batista]. A reação dos amigos: Apedreje-o!
O n° de discípulos recrutado para a grande comissão: 70. O n° de discípulos que o defenderam perante as autoridades: 0 [zero].
A avaliação sobre os seguidores de Jesus pelo sinédrio e as autoridades de Jerusalém: Um grupo de desempregados!
O n° de doentes [leprosos, aleijados, cegos] curados por Jesus: Incontáveis. O n° de doentes que o defenderam no dia de sua morte: 0 [zero].
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A opinião popular sobre Jesus quando Ele fez a multiplicação dos peixes e pães: Será que Ele vai se candidatar a algum cargo [queriam faze-lo rei].
A conversa nas ruas de Jerusalém após a morte de Jesus: Ele devia ter permanecido no ramo da carpintaria.
O n° de vezes que Jesus profetizou que Ele ressuscitaria 3 dias após a morte: 3 vezes.
O n° de apóstolos que ouviram esta profecia: Todos. O n° de apóstolos que aguardaram com esperança [crendo] junto ao túmulo para verificar o cumprimento da Sua promessa: 0 [zero].
O n° de seguidores que acreditaram na ressurreição: Faça as contas.
As chances que um apostador [uma loteria] teria dado um dia após a crucificação sobre a possibilidade de Ele ser conhecido no ano 2000: Eu diria que há mais chance que Ele ressuscite da morte.
Como explicar isto? Jesus nunca escreveu um livro; nunca gerenciou um escritório. Nunca viajou mais que 320 km distante de Sua cidade natal.
Os amigos o abandonaram. Um o traiu. Os que Ele ajudou se esqueceram dele, foi abandonado antes de Sua morte, mas após a Sua morte eles não puderam resisti-lo.
Sabe o que fez esta diferença? A sua ressurreição!
Porque quando Ele morreu o pecado deles [os que o abandonaram e esqueceram] também morreram.
Quando Ele ressuscitou a esperança deles também ressuscitou.
Quando Ele ressuscitou o Seu tumulo foi transformado de residência final empousada temporária.
Sabe qual o motivo por que Ele fez isto? O rosto que você vê no espelho toda manhã.
O veredicto após 2 milênios: Herodes estava certo. Só há lugar apenas para um rei.
Eu, hoje, posso falar neste assunto, porque sei como é que fica uma cabeça 100% racional diante da Bíblia [ela dá um nó]. A Bíblia não pode ser lida sem fé [sem a revelação e a ajuda do Espírito Santo]. A primeira frase da Bíblia já exige isto: No principio criou Deus os céus e a terra (Gê 1.1).
Se você não aceita isto, você não vai entender e nem aceitar as mensagens da Bíblia. Você vai ser um critico, apoiado em muita tolice. Mas se você crê que Deus é Deus e que Ele criou todas as coisas, você vai iniciar uma jornada com experiências ilimitadas. Você não vai conseguir ler Gênesis sem ler Apocalipses[Porque Ele é o principio e ao mesmo tempo é o fim. Ele é os dois ao mesmo tempo].
Gênesis parece o inverso de Apocalipses. [Em Gênesis vemos a serpente, que em apocalipses é o dragão]. Deus começou com um jardim e termina com uma cidade. [Em Gênesis Ele visitava o homem que havia criado; em Apocalipses a sua morada está no meio dos homens].
Quando João O conheceu como a Verdade ele se inclinou sobre o peito de Jesus. Mas quando João teve a revelação de seu Senhor eterno foi lançado no chão. Nos Evangelhos nós O vemos como Salvador, em Apocalipses, como Rei. No Evangelho de João como o Verbo em Apocalipses como o alfabeto.
O 1° revela o Seu amor, o 2° a sua majestade. No cenáculo, Jesus cingiu-se à cintura para o serviço[lavar pés]; em Patamos, Ele aparece cingindo-se ao peito para a guerra. No Evangelho a Sua voz era paciente [ensinando aos discípulos], amável [chamando Suas ovelhas pelo nome]. Em Apocalipses a sua voz assusta como o som de muitas águas e de sua boca sai uma espada afiada de dois gumes.
Não basta conhecermos Jesus como o Cordeiro de Deus e como o Salvador do mundo; devemos conhece-lo também como o Cristo de Deus, [o Rei de Deus, o Juiz de Deus]. Quando O vemos como Salvador, notamos como Ele é amável, [e recostamos no seu peito]. Quando nós O vemos como Monarca, nos enchemos de temor [e caímos aos Seus pés]. O 1° resulta em ação de graça, o 2° em adoração.
Para estudar a Bíblia precisamos ter o cuidado de não espiritualizar demais o que lemos. O novo céu e a Nova Terra são reais e não imaginárias, assim como a Nova Jerusalém é real, tão certo como o Senhor ressurreto é real.
Algumas pessoas reúnem somente a verdade espiritual e profética para construírem um mundo irreal. Fazer isso é fugir da verdade.
A marca da maturidade espiritual sempre será que as coisas divinas passem a ser reais para nós porque Cristo é real para nós. Nós O vemos como uma vida real, uma santidade real [como a verdade de fato sem confundi-la com a doutrina, ou seja, com o que é dito na terra, sobre a verdade eterna].
Comigo o “eu” de ontem é diferente do “eu” de hoje, e o “eu” de amanhã ainda é mais diferente, mas Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8). Ele é o eterno EU SOU.


